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CONSUMO DE ÁGUA

Continuando no “compilado” dos itens analisados nas principais certificações de arquitetura sustentável, não podemos deixar de considerar o papel da água na edificação. Não apenas no consumo pós obra, mas também durante a obra. Ambos terão seu sucesso através de um planejamento feito pelo Projeto Arquitetônico.


Em relação ao consumo de água, qualquer técnica capaz de reaproveitar a água é super bem vinda. Seja aproveitar água da chuva através de um sistema de calhas e cisterna, ou algum sistema de reciclagem de água, que pode servir para rega de jardim ou para descargas.


Alguns produtos novos são lançados no mercado a fim de promover o racionamento de água. O sistema dual flush para descargas, por exemplo, que determina maior e menor fluxo de água para descarte do resíduo dependendo de qual ele for gerando até 60% de economia no uso de água.

Torneiras e chuveiros com temporizador ou sensor de presença , de acordo com a Arcoweb geram até 70% de racionamento.

A instalação de arejadores tanto nas torneiras quanto nos chuveiros, misturam partículas de ar à água, sendo preciso menor quantidade de água para permitir um banho confortável.

Em relação aos arejadores, disponíveis no mercado para adaptação de torneiras convencionais pelo custo de a partir de R$7,00, o consumo de água que era de 5 a 10l / min passa a ser de 1.8l/ min.


Menos convencional no Brasil existe também o sistema de vaso sanitário a vácuo, que funciona com uma tubulação com pressão menor que a do ambiente externo (do vaso sanitário). Segundo resumo LEED do Dr. Fernando Simon Westphal, “A diferença de pressão gera uma entrada de 80 litros de ar para dentro da tubulação a uma velocidade acima de 600 km/h, carregando os dejetos. Apenas 1,2 litro de água é usado apenas para a limpeza do vaso.”


Todas as certificações priorizam o uso de água não potável para tratar efluentes, ou seja, para as descargas, assim como para irrigação. Parece obvio não? Mas quantos projetos preveem que a água consumida seja tratada e reaproveitada? Ou captam água de chuva para esse destino. Infelizmente, no Brasil ainda poucos.

Segundo Franci em matéria concedida a Arcoweb, “Como o Brasil não tem norma técnica para sistema de reúso de água e o código de obras não aborda o tema de maneira específica, tem muita gente projetando e implantando sistemas de modo inadequado”, afirma Ricardo Franci.

A certificação LEED oferece a seguinte sugestão para uso de água nas edificações:



Agora, não apenas a construção pronta consome água, mas a obra em si. Da mesma forma que pode-se utilizar água de reuso na edificação pronta, por que não usar água de reuso para molhar o cimento e areia, ou lavar os caminhões, por exemplo? Com isso quanto de água potável não seria economizada? Segundo mesma matéria da Arcoweb, “O reúso da água no canteiro de obras pode gerar economia de 30% a 50% do consumo e ainda reduzir a produção de esgoto”.

Como pudemos ver nessa breve matéria são diversas formas de se proporcionar redução no consumo de água potável através da arquitetura. Que tal inserir essa consciência em nossos projetos?



Até mais! <3

Fontes:

https://arq5658.paginas.ufsc.br/files/2012/03/a6_LEED_completa.pdf

https://www.aecweb.com.br/revista/materias/reuso-da-agua-e-tendencia-em-edificios-e-na-construcao-civil/6308

https://www.fazfacil.com.br/manutencao/dicas-economizar-agua-dinheiro/

https://fluxoconsultoria.poli.ufrj.br/blog/energia-e-sustentabilidade/agua-de-reuso/

https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/especial-cidadania/a-preservacao-comeca-dentro-de-casa/principios-basicos-de-uma-construcao-sustentavel

https://www.gbcbrasil.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Compreenda-o-LEED-1.pdf

https://www.vanzolini.org.br/download/RT-SGE-14-03.pdf

https://www.ugreen.com.br/arquitetura-sustentavel-na-pratica

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